LICITAÇÃO de OBRAS e SERVIÇOS de ENGENHARIA







    • Licitação de Obras e Serviços de Engenharia - GAP30SC

    • Florianópolis / SC
      12 e 13 de Fevereiro de 2009
      Quinta-Feira e Sexta-Feira

      HORÁRIO
      das 9h00 às 18h00
      CARGA HORÁRIA
      16 horas
      LOCAL
      Blue Tree Towers Florianópolis
      Rua Bocaiúva, 2304 - Centro
      Florianópolis / SC
      Tel.: +55 (48) 3251-5555
      Objetivos
      Oferecer ao participante os conhecimentos, informações e técnicas necessárias para a elaboração eficiente de contratos de obras e serviços em licitações, empregando corretamente as técnicas legais para cada fase do processo licitatório. A orientação foca tanto o ponto de vista do tomador do serviço – o administrador público responsável por qualquer das fases do processo licitatório - como o prestador ou fornecedor – que deve atender aos diversos requisitos da licitação. Além disso, serão transmitidos aos participantes conhecimentos jurídicos necessários à compreensão do ambiente de contratação na esfera pública e, especialmente, na interface entre o ambiente privado e o ambiente público, dotando-o das habilidades necessárias à melhoria do relacionamento e comunicação com seus interlocutores no ambiente negocial, considerando tanto os agentes econômicos públicos como os particulares.

      Público alvo
      Profissionais do sistema CONFEA/CREA, orçamentistas, servidores, integrantes de comissões de licitação, advogados, assessores jurídicos, procuradores, profissionais que atuam nos departamentos de controle e gerenciamento de contratos, agentes envolvidos no planejamento e processamento de documentos técnicos, administrativos e jurídicos para a licitação de obras e serviços de engenharia. O curso apresenta especial interesse para os encarregados de todas as fases da contratação (fase pré-contratual, negociação, fase contratual, gestão, execução e fiscalização de contratos) nas empresas prestadoras de serviços para entes da administração pública direta e indireta, autarquias e fundações públicas.

      1. Tópicos Gerais
      Considerações iniciais e o fluxograma da licitação;
      Legislação e princípios norteadores da licitação;
      Diferenciação entre obra e serviços de engenharia;
      Distinção entre construção, reforma, fabricação, recuperação e ampliação;
      Objeto e da necessidade de cautela na sua descrição;
      A questão de lotes;
      Cautelas quando da adoção de lotes;
      Formação do consórcio;
      Atribuição de cada consorciado;
      Pressupostos obrigatórios, permitidos e vedados.
      2. Fase Preliminar da licitação: elaboração do instrumento convocatório (Edital/Convite)

      O instrumento convocatório;
      Como elaborar o instrumento convocatório;
      Cautelas a serem tomadas na elaboração do instrumento convocatório;
      Quanto aos requisitos gerais para a instauração da licitação;
      A questão das decisões inerentes à elaboração do instrumento convocatório;
      Existência de recursos orçamentários;
      Escolha da modalidade adequada para a licitação;
      Escolha do regime e tipo adequado para a licitação;
      Impedimentos à participação;
      Subcontratação;
      Definição de parcelas específicas;
      Previsão no edital;
      Previsão de fornecimento de materiais com características exclusivas;
      Proibição à indicação de marca;
      Documentos indispensáveis, modelos e anexos;
      Aprovação pela Assessoria Jurídica;
      A impugnação do instrumento convocatório;
      A publicidade do instrumento convocatório.
      3. O Processo Licitatório

      Formas de execução;
      Direta;
      Indireta.
      Modalidades de licitação

      Quando empregar a concorrência, tomada de preços e convite;
      Limites de valor e aspectos técnicos;
      Cabimento do pregão para obras e serviços de engenharia.
      Regime de empreitada

      O que é empreitada?;
      Diferenciação entre empreitada por preço global, empreitada por - preço unitário, empreitada integral e tarefa.
      Tipo de licitações cabíveis

      Menor preço;
      Técnica e preços;
      Melhor técnica.
      Considerações gerais sobre requisitos de habilitação

      Habilitação jurídica - comprovação documental;
      Regularidade fiscal - comprovação documental;
      Qualificação técnica - comprovação da experiência anterior através de atestados; registro de atestados no conselho regional; atestados imprecisos; disponibilidade de máquinas, equipamentos e pessoal; canteiro de obras; definição para atividade "pertinente e compatível"; definição para "parcelas de maior relevância técnica e valor significativo"; obras e serviços similares de complexidade tecnológica operacional equivalente ou superior; exigência de quantidades mínimas e prazos máximos; metodologia de execução;
      Qualificação econômica - comprovação da saúde econômico-financeira;
      O inciso XXXIII do artigo 7° da Constituição Federal.
      Julgamento

      Critérios subjetivos, secretos ou sigilosos;
      O caso de oferta de vantagem não prevista no instrumento convocatório;
      Desclassificação por inexeqüibilidade;
      Hipóteses de inabilitação de todos os proponentes e a desclassificação de todas as propostas;
      A classificação;
      Hipóteses de licitação deserta e fracassada.
      As microempresas de pequeno porte nas licitações

      Obras e serviços que podem ser executadas por microempresas e empresas de pequeno porte;
      Habilitação das microempresas e empresas de pequeno porte: possibilidade de regularização de restrições fiscais;
      Outras peculiaridades;
      Detalhes do procedimento na fase de habilitação;
      Exercício do direito de preferência pelas microempresas e empresas de pequeno porte;
      O empate ficto.
      4. Contrato Administrativo

      Legislação;
      Conceito;
      Âmbito;
      Acompanhamento do contrato;
      Direitos e obrigações das partes;
      Aditamento ao contrato e apostilamento;
      Subcontratação;
      Extinção do contrato.
      5. Conclusão
      O programa fornece a oportunidade para o debate e esclarecimento das seguintes e outras questões relevantes para o profissional que participa das diversas fases da contratação com a Administração Pública:

      Como diferenciar obra de serviço?
      Quais são as principais diferenças entre empreitada por preço global, empreitada por preço unitário e empreitada integral?
      Em quais situações é necessário o visto no registro? É lícito exigir no edital o visto para a participação na licitação? Como requerer e qual o prazo de validade do visto?
      No caso de convite para obras e serviços de engenharia, pode-se dispensar os documentos exigidos os artigos 28 a 31 conforme estabelece o § 1° do artigo 32?
      Como se deve proceder em uma licitação, modalidade concorrência, quando é imprescindível a comprovação de capacitação técnica relevante, principalmente em obras ou serviços de grande vulto e de grande complexidade tecnológica?
      Qual a distinção entre "Qualificação Técnica Operacional" e "Qualificação Técnica Operacional"?
      Pode-se solicitar na capacitação técnico-profissional quantidades mínimas ou prazos máximos?
      Têm cabimento à soma do conteúdo dos atestados e/ou declarações de capacidade técnica?
      É lícito solicitar que a empresa deva apresentar mais de um atestado e/ou declaração de capacidade técnica?
      Quais as cautelas que a Administração deve ter na análise dos atestados ou declarações de capacidade técnica apresentados nas licitações? O atestado de capacidade técnica tem prazo de validade?
      Existe distinção entre o prazo de execução da obra ou do serviço de engenharia e o prazo contratual ou prazo do contrato?
      O que se entende por alteração contratual unilateral e plurilateral?
      No caso de subcontratação a Administração deve analisar os requisitos de habilitação da empresa subcontratada como condição para proceder a respectiva anuência? Qual a relação entre a Administração e a empresa subcontratada?

      PALESTRANTE

      Eng. Esp. Rolf Dieter Oskar F. Bräunert
      Engenheiro Civil, professor aposentado da Universidade Federal do Paraná, com especialização na Universidade de Stuttgart e Hannover/Alemanha. Atua na área de licitação desde 1974. Presidente de inúmeras Comissões de Licitação; consultor em licitações nacionais e internacionais; consultor contratado pelo PNUD – Nações Unidas, no Serviço Social Autônomo PARANACIDADE, nos Programas PARANÁ URBANO I e PARANÁ URBANO II, financiados com recursos do BID. Consultor contratado pelo PNUD – Programa PARÁ-URBE. Elaboração de inúmeros orçamentos para empresas públicas e privadas. Autor de manuais sobre licitação, autor do Livro "A Prática da Licitação" e autor de artigos na revista "Negócios Públicos".